Comportamento Desenvolvimento Mamãe e Bebê

Angustia de separação, meu chicletinho

fase de desenvolvimento
fase de desenvolvimento
O choro só para no colinho da mamãe

Estamos em uma fase complicada aqui em casa, a Clari está com 10 meses e só quer ficar grudadinha, igual chiclete. No início achei super fofo, no entanto com o passar dos dias me senti como se estivesse sendo sugada, sem energia.

Gente, a Clari não desgruda! Literalmente! Ela não pode me perder de vista, não consigo deixá-la no colo de ninguém, ela está comigo em tudo que faço.  Talvez a angustia dela esteja sendo tão intensa devido a estarmos sempre nós duas juntas, passamos a maior parte do dia somente eu e ela, e quando encontramos outras pessoas é de forma casual, ela não chega a ficar no colo de outras pessoas.

Clari e eu começamos a fazer algumas atividades em conjunto com outras crianças e adultos. Dessa forma, posso passar a segurança de que não vou abandoná-la enquanto ela se acostuma com outras pessoas.

Nós não achamos que a criança aprende a ser independente por meio do choro, pelo contrário, acreditamos que o choro contínuo deixa a criança estressada, insegura e influencia de forma negativa no desenvolvimento. Apesar dos palpites de que estamos acostumando mal a Clari por não deixa-la chorar e é excessivo o colo que damos, atendemos a angustia que ela sente por achar que vai me perder. Deve ser realmente uma dor achar que está sozinha e que perdeu o porto seguro, dessa forma, atendemos a necessidade de contato físico da nossa bebê.

A mãe é o universo da criança,  tudo que ela conhece,  seu porto seguro. Essa fase da angústia de separação inicia dos 7 a 8 meses, e dura até 2 anos de idade. Tende a diminuir conforme a criança entende que não será deixada, que a mãe poderá ficar ausente, mas retornará. O auge da angústia de separação por volta dos 10 a 18 meses.

A angústia da separação é sinal de que o bebê está se desenvolvendo cognitivamente, ou seja, está aprendendo sobre o mundo, e é um marco de desenvolvimento saudável. É necessária muita paciência e amor para superar a fase de pico.

Aqui em casa não tem sido fácil, tem dias que estou muito esgotada, pois não consigo fazer nadinha, a não ser ficar com a Clari. Não houve nenhum episódio que a fizesse ter medo de me perder. Isso é apenas o período de desenvolvimento da criança, e também é importante lembrar que há crianças que expressam isso de forma mais tranquila do que outras.

Para amenizar este período sigo algumas dicas que pesquisei na net, talvez também ajude você mamãe!

Sempre que me afasto da Clari, me despeço, dou tchau para que ela confie em mim e perceba que não vou sumir do nada.

Em casa, sempre brinco de esconder com ela. A deixo no berço ou em algum lugar que estamos brincando, me escondo e logo apareço para ela poder perceber que posso ficar ausente, mas retorno.

Estou tentando deixar com outras pessoas, por breves momentos, sem forçar.

Atendo a necessidade dela de ficar junto, deixo adormecer no colo se preciso, e em dias que está mais grudinho dormimos juntas na cama.

Tento passar confiança a ela, com muito carinho, beijos, palavras carinhosas para que se sinta amada e que não será abandonada.

Assim, aqui em casa vamos esperando essa fase passar com muito amor e paciência. Sem pressa, pois sei que vai me dar saudade esse colinho. E na sua casa? Como está sendo?

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