Hoje em dia essa é uma pergunta muito  difícil de se responder.

Aqui em casa tento evitar repetir tantas vezes não, não não. Ah, a Clarice quer muito determinado objeto perigoso e em vez de dizer não, nós a distraímos com outra coisa que poderá pegar, mudamos o foco da atenção dando uma voltinha, cantando uma música.

Obviamente, que há diversas situações  em que podemos usar outros recursos em vez do não e acho ótimo poder evitar ficar falando toda hora NÃO PODE. Mas, há momentos em que  precisamos usar “NÃO” bem firme . E ele precisa ser dito e mantido. Nada pior que um não acompanhado de um sim depois de cara feia e birra.

Como diz Rosely Sayão, a melhor forma de dizer não é dizendo não. Esteja preparado para o temporal que virá e seja firme. Dessa forma, estará dando experiências para seu filho, dando oportunidade para ele vivenciar frustração e uma situação adversa. Se houver birra, tente acessar seu filho emocionalmente, aproveite para criar vínculo. Mesmo tendo empatia, conversa e ouvindo seu filho é importante manter o posicionamento diante do não.

Evitar  este sofrimento, não  ajudará  nossos filhos a lidar com o mundo. O sofrimento é inerente a vida e precisamos aprender a lidar da melhor forma, sendo resiliente e com recursos internos de defesa. Ensinar autorregulação é importante desde recém nascido. Conforme a idade vamos ensinando essa criança a gerenciar voluntariamente a atenção, inibir comportamentos para poder se adaptar e resolver conflitos. Essas habilidades são essenciais para  formação de um adulto pleno e equilibrado. São coisas simples que podemos fazer como, a esperar  aguardar a mamadeira ficar pronta, esperar o almoço esfriar ou a mãe descascar uma fruta.

A todo custo queremos evitar que nossos filhos tão amados sofram e queremos suprir instantaneamente suas necessidades. Fazemos isso quando não contamos a verdade sobre o peixinho que morreu e apenas dizemos que foi embora ou “papai do céu levou”. Quando ajudamos nossos filhos a se organizarem nas tarefas da escola, arrumamos o material escolar, quando na verdade esse é um desafio deles.  Precisamos dar oportunidade para as crianças fazerem aquilo que podem, ou aprender a fazer. Precisamos confiar nas habilidades das crianças.

Nossos filhos precisam passar por esses momentos de frustração e raiva, não é algo proposital. É algo da vida, da rotina. Passar por esses sentimentos nos preparam para o mundo fora de casa, faz parte. Essa é a melhor forma de proteger e educar nossos filhos.

Aqui em casa é assim e na sua?

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