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Crianças não precisam estar felizes o tempo todo

crianças não precisam estar felizes o tempo todo

Há uma necessidade de fazer nossos filhos felizes o tempo todo, concorda? Afinal, quem não quer crianças sempre alegres e saudáveis? Mas a vida não é feita somente de momentos de satisfação. Nós sabemos bem que a felicidade não é algo constante. A frustração faz parte do dia a dia e precisamos lidar com isso desde cedo.

Saber encarar as adversidades da vida é essencial para formar adultos que saberão viver em sociedade. Porém, o que temos visto é um endeusamento das crianças, que precisam estar felizes, satisfeitas e repletas dos mais variados produtos que achamos necessários. Na ânsia de dar o melhor, deixamos de dar o simples e essencial, que são experiências saudáveis de vida e vínculo afetivo de qualidade.

O pediatra Daniel Becker, em sua palestra no TED, defende que há uma hipervalorização da infância e ao mesmo tempo uma desvalorização do que é essencial à vida. Pais preenchem todo o tempo da criança com entretenimento terceirizado, com tablets, televisão, programas, jogos, brinquedos eletrônicos e quando a criança precisa comer, dão a ela alimentos processados. Há um esvaziamento das relações, da capacidade da criança em sentir tédio e em se tornar consciente das suas ações.

Crianças não precisam de viagens à Disney e nem de brinquedos pirotécnicos. Elas precisam viver de verdade experiências enriquecedoras. Precisam aprender a ganhar e a perder – e, apesar disso, continuar a viver.

Uma criança que não tem suas necessidades de afeto e vínculo de qualidade atendidas irá pedir atenção de formas equivocadas: chorando, fazendo birra e se negando a propostas dos pais. Por sua vez, os pais ficam perdidos sem saber o que fazer.

O que seu filho deseja de você?

Deseja se sentir aceito, importante e amado. Muitas vezes, o mau comportamento da criança é uma forma enviesada de tentar suprir suas necessidades mais básicas. Por isso, tenha todo dia um tempo exclusivo para seu filho. Sem celular, sem televisão e com total presença, com a mente e corpo voltados para essa conexão.

Seja um ponto de apoio para seu filho, deixe que ele enfrente suas próprias batalhas e que saiba que, se perder alguma delas, pode chorar no seu ombro. Dessa forma, estará aprendendo sofre esforço, resiliência e amor. Vamos deixar que as crianças sejam crianças.

Um grande beijo aqui de casa,

Nat.

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