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Qual a importância da família para a construção afetiva da criança?

construção afetiva familiar

A família atual se caracteriza como um grupo livre, onde todos os membros possuem sua liberdade de expressão e de direitos. Na maioria das vezes, superamos a hierarquia paternalista. Nesse contexto, a infância ganhou destaque e as crianças são consideradas parte fundamental do meio familiar. Mas nem sempre foi assim!

Segundo as análises do historiador Philippe Ariès, o sentimento de infância só é encontrado a partir do século XVIII. Nessa época, o núcleo familiar se consolidou, pois até então a criança era percebida como um adulto em miniatura. Consequentemente, ela era posta em intensas formas disciplinadoras.

Podemos observar que, desde então, a família passou por muitas transformações. Filhos convivem com pais separados, somente com o pai ou com a mãe, com pais jovens, com pais superprotetores, com pais homossexuais ou mesmo com o familiar mais próximo – como os tios, avôs ou irmãos mais velhos.

Se observarmos historicamente, a estrutura familiar varia de acordo com a cultura, fatores sociais, políticos e econômicos da sociedade. Vivenciamos um tempo onde a fragmentação, o individualismo e a alienação preponderam e se tornam prejudiciais às relações afetivas. Há uma terceirização da vida pessoal, demonstrando que as pessoas dispõem de cada vez menos tempo para relações afetivas e reais.

As relações que cultivamos com os outros

 

Para desenvolver e aprender, precisamos estar em relação com o outro. Sem interação social não há aprendizagem. Mesmo que o indivíduo tenha o biológico perfeito, o que o tornará com capacidade de sentimentos, linguagem e raciocínio é a relação com o outro.

Conforme a psicóloga Edna Marturano, os mecanismos primários de desenvolvimento humano são as atividades conjuntas mãe-criança, pai-criança, ou criança-criança. E essas relações possuem grande influência no desenvolvimento de processos proximais sobre o desempenho das crianças na escola. Os pais e a família podem direcionar positivamente o aprendizado escolar, sendo que o desempenho da criança irá depender da sua motivação e de suas competências interpessoais.

A família e seu cotidiano ditam como é a estrutura emocional do indivíduo. A atmosfera e a organização do lar, o envolvimento da criança com os pais e familiares, o interesse dos pais pela vida escolar dos filhos e a qualidade dessa relação podem agir de forma positiva ou negativa.

O indivíduo encontra na família garantia de sobrevivência e proteção integral, independente do arranjo familiar e de sua estrutura, será nesse microcosmo que o indivíduo vivenciará os valores e afetos, se tornará humano.

O desenvolvimento psicoafetivo une características afetivas adquiridas pela criança através do convívio, pelas experiências adquiridas com o outro e esse processo irá influenciar o indivíduo na sua postura em relação aos outros e a si mesmo.

Nesse contexto familiar seguro não é só criança que se beneficia, mas o adulto também. Poderá ter momentos de prazer e de troca de experiências incríveis com a criança.

Um beijo aqui de casa,

Nat.

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