Comportamento Cotidiano Experiências

Mães, parem de procurar respostas em blogs!

Se me permite dar um conselho: as respostas para as incógnitas da maternidade não estão na internet.

Sim, este é um site sobre dicas, experiências e informações. Mas a maior razão para a existência deste blog é a proteção da primeira infância, da educação e de uma criação de filhos de qualidade e de acordo com os valores humanos tão perdidos. Nossas dicas giram em torno desse tema: olhe para  a criança que está nesse encontro de vida com você.

Num período de excessos virtuais, de falta de tempo, de redundância de informação e opiniões para todos os paladares, nós passamos a acreditar que nunca temos resposta para nenhuma questão nova. Seja em relação a nós mesmos ou em relação à maternidade.

Além disso, a maternidade romântica nos coloca em uma posição de “adoráveis mamães”, como aquelas de propaganda de margarina. Sempre acertando e dominando a vida materna. Preferimos trilhar caminhos já percorridos por outras mães do que olhar atentamente para nosso filho e observar qual resposta ele pode me dar.

Preferimos, muitas vezes, reproduzir maternidades desconectadas de nós para atendermos ao papel de mãe perfeita. Isso acontece de forma consciente? Não. Permeadas por relações superficiais, pautadas pelo consumismo e pela aparência, vamos naturalizando comportamentos sem nos dar conta do esvaziamento das relações e do porquê fazermos o que fazemos.

Somos atropeladas pelo medo de errar, pelo medo de não ser suficientemente boa e de não dar conta da maternidade e dessa criança que nos têm como pais. Esquecemos nosso instinto, nossa capacidade natural de conexão e embarcamos nessa sensação de incapacidade. E isso tudo é gerado, muitas vezes, porque insistimos comparar nossa vida à vida das mídias.

Há uma ambiguidade aqui. Temos acesso a todo tipo de informação, mas ao mesmo tempo as colocamos como parâmetro para guiar nossa vida. Um exemplo? Quando pensamos no que fazer para o almoço, em vez de refletir sobre o que se tem em casa, logo digitamos no buscador: “melhor opção para almoço na quarta”. Assim, perdemos o tempo de extrair da nossa própria vida respostas simples.

Na criação de filhos então, nem se fala. A criança tossiu, já estamos lá procurando em algum blog materno uma dica infalível para curar tosse. Se a criança não dormiu, lá estamos nós buscando uma forma de fazer a criança dormir a noite toda e encontramos todo o tipo de dicas.

Se até 2 anos a criança não estiver falando como a filha da blogueira que sigo, faço diversos exames e estimulação para que possa estar no mesmo nível de desenvolvimento da mini blogger.

Como lidar com as dúvidas da maternidade

 

Cada criança, família e desenvolvimento são únicos. Cada criança possui seu tempo e suas características. Vivemos uma corrida desenfreada para ver quem chega primeiro no pódio do filho extraordinário. São tantas as expectativas, são tantas as dicas e são tantos os modelos externos a nós, que queremos repeti-los na tentativa de nos sentirmos seguros e sabendo onde chegar. Não percebemos as necessidades individuais dos nossos filhos – e tampouco as nossas.

Não temos tempo para esperar uma resposta da relação mãe e filho. E aí sucumbimos à culpa materna, de uma relação vazia, cheia de conflitos e uma mãe que não sabe ser mãe. Tive e tenho muitas dúvidas, erro muitas vezes, mas confio na minha relação com a minha filha. Confio em esperar dela um retorno sobre como resolver nossos conflitos e dilemas.

Como conhecer e aprender a lidar com nossos filhos se não os olhamos atentamente? Se não os conhecemos profundamente? Observe como a lógica do discurso existente da superficialidade ressaltada pelos meios eletrônicos afeta todas as relações e – principalmente – a primeira infância.

Uma boa reflexão!

Beijo da Nat.

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