Comportamento Cotidiano Dia a dia

Memórias de infância ecoam por toda a vida

Quando a maternidade chega, as maiores preocupações dos pais costumam ser os assuntos: enxoval, berço, obstetra, mudança para uma casa maior, necessidade de um carro melhor… Mas será que o foco não deveria ser outro? Afinal, as crianças não irão lembrar a sua renda, nem se tinham enxoval da marca x ou y . As crianças irão lembrar aquilo que viveram.

Imersos na sociedade de consumo e pautados na aparência, nós perdemos o foco do que é essencial para o ser humano. E o que não pode faltar para uma criança? Interações sociais afetivas e contato com o mundo natural e seus processos.

Não estamos contentes com a sociedade atual, isso é um fato! Mas, como fazer a mudança? Como ser a mudança?

Como criar memórias de infância saudáveis para nossos filhos

 

Precisamos ser a mudança que queremos ver. E, como mães e pais, precisamos ser aquilo que desejamos ver ecoando em nossos filhos. Crianças pequenas aprendem por espelhamento. Elas são como esponjas que absorvem tudo que acontece à sua volta.

Ainda não possuem capacidade para compreender, mas um dia suas memórias de infância irão ecoar nas pessoas que se tornarão. Serão lembranças que darão força para momentos difíceis, inspiração para resolver problemas e um guia de como educar os próprios filhos. Estamos falando do futuro da humanidade – e não da minha casa ou da sua.

Se observarmos nosso estilo de vida, veremos o quanto ele afeta nossos filhos. Na ânsia de enquadrar a criança em nosso ritmo frenético, impomos um mundo adulto à infância, consequentemente desrespeitando seu desenvolvimento natural. Formatamos crianças  limitando sua imaginação, sua curiosidade e sua capacidade de ver além do superficial.

Queremos crianças que se comportem como adultos, mas na contramão as tratamos como bibelôs. Se exige que durmam a noite toda, que desmamem com 3 meses, que comecem engatinhar e a andar o quanto antes… Mas também que sejam fofinhas (e vorazes consumidoras).

Pais e mães reclamam da falta de tempo devido ao trabalho, da falta de entendimento do mundo infantil e de estarem cansados. Então, terceirizam as criança para que tablets e televisões as criem. Por consequência, vemos pais orgulhosos, pois seus filhos sabem manusear eletrônicos e aprenderam cores, números e palavras sozinhos, com vídeos.

Diante disso, perguntas ficam latejando: quando os filhos serão realmente prioridades? Quando pais e mães assumirão a responsabilidade da vida dessa criança? Quando nossa sociedade irá entender que a primeira infância é essencial para desenvolver valores humanos? Qual sociedade estamos plantando ao expor crianças desde tão cedo ao mundo adulto?

Eu somente peço, parem! Parem para refletir.

Um grande beijo aqui de casa

Nat.

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