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Meu filho não me obedece: e agora?

filho não obedece

Muitas famílias atuais vivem uma confusão de sentimentos, que podemos traduzir em: carinho pela criança, falta de segurança, respeito à sua autonomia e, principalmente, falta de presença dos pais. O resultado? “Pequenos tiranos” que se acham donos do mundo e exigem a imediata satisfação de seus desejos. São crianças que não sabem lidar com frustrações e que acabam decidindo as regras da casa.

Exemplos? Na hora das refeições a criança decide o cardápio da família, e se não gosta de verduras ninguém o faz. Decide também onde comer e em qual horário. Escolhe quais canais de televisão assistir e onde a família poderá ter momentos de lazer. Os pais se tornam reféns, e acreditam que estão dando autonomia e liberdade para o filho – ou apenas tentam evitar brigas e desgastes.

Educar é uma atividade que não tem descanso e, na maioria das vezes, significa desagradar a criança. Não se pode ter medo de impor regras ou dar limites, a criança precisa e continuará amando seus pais. Aliás, os amará ainda mais se eles não forem negligentes e permissivos.

Autoridade x Autoritarismo

 

É importante entendermos a responsabilidade dos pais em manter a autoridade dentro de casa, mas autoridade é diferente de autoritarismo.

O autoritarismo significa imposição de ordens. Ou seja, uma pessoa autoritária é intransigente e ditatorial. Hoje, essa atitude não funciona da educação dos filhos. Um pai autoritário é aquele que exige demais, com muitas regras e cobranças, mas tem pouca responsividade, pouca compreensão sobre as necessidades da criança. O autoritarismo até pode ter resultados a curto prazo, como o cumprimento de ordens. Porém, a longo prazo, torna a criança insegura, triste, com medo e baixa auto estima.

Já a autoridade significa ter o direito de decidir e de ordenar. É importante que as crianças reconheçam quem tem autoridade, quem é que coloca as exigências. Mas sempre de uma forma compreensiva. São pais que estabelecem regras e limites, são consistentes nas correções e sabem valorizar os bons comportamentos e atitudes. A disciplina é colocada de forma indutiva e existe uma comunicação aberta com os filhos. O reflexo desse comportamento nas crianças será de coragem, empatia, afeto, responsabilidade e auto estima.

Para o contexto familiar é necessário manter o meio termo. O excesso de exigências (muitas vezes fora do alcance das crianças) afeta diretamente sua auto estima. Por outro lado, os pais precisam de confiança para não terem medo de perder o amor de seus filhos. Quando a família nada reprime, a criança entende que tudo é possível. Assim, se torna insegura e, consequentemente, frustrada em relação à realidade.

As atitudes dos pais em relação às capacidades dos filhos têm um efeito poderoso sobre como as crianças veem a si mesmas. Pais que veem seus filhos como frágeis, inseguros e desamparados possuem filhos que abordam a vida como se ela fosse uma guerra perdida.

É possível sim, com as ferramentas certas, colocar regras e limites – sem agressão física e moral. Para isso, os pais precisam estar conscientes das suas atitudes e não ter medo de tomar a responsabilidade da educação!

Um beijo aqui de casa,

Nat.

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