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Proteção na Infância e Adolescência na Era Digital

Internet: Lado Positivo e Lado Negativo

Ninguém é dono da internet ou a controla, ela é um espaço livre, ela conecta milhares de pessoas em todo o mundo que navegam em busca de informações e de contato com os outros As informações são trocadas de maneira tão rápida que é possível conhecer e entrar em contato com pessoas, organizações e empresas em qualquer lugar do mundo em questão de segundos. E nossa parceira a psicóloga Breda Favretto traz informações e dicas importantes para uso da internet.

Podemos citar a seguir alguns benefícios da internet:

  • É um meio de comunicação rápido, econômico e eficiente.
  • É uma forma de comunicação sem intermediários e sem barreiras de tempo e espaço.
  • Possibilita a comunicação entre pessoas em qualquer lugar do planeta. Elas podem compartilhar informações, trocar ideias, enviar e receber mensagens, participar de discussões e mobilizar outras pessoas para diversas iniciativas, sejam sociais ou políticas.
  • É a porta de entrada para um mundo de informações, disponíveis a todos. Nela é possível pesquisar temas históricos, geográficos, sociais, culturais, atualidades, bibliotecas, museus, notícias do dia a dia etc.
  • Oferece facilidades para fazer compras, usar serviços bancários, fazer negócios, divertir-se, relacionar-se, estudar etc.
  • Auxilia crianças e adolescentes nos estudos, aliando rapidez, diversidade e qualidade na busca de material para as pesquisas escolares.
  • Aumenta as possibilidades de integração de pessoas com necessidades especiais com o mundo.
  • É mais uma forma de as crianças entrarem em contato com a leitura por meio do acesso a conteúdos interessantes, como histórias infantis, poesias, atualidades, esportes e outros.
  • É um espaço para crianças e adolescentes conversarem e se relacionarem, o que auxilia no seu desenvolvimento.

Mas atenção, ela também tem seu lado negativo, seus riscos!!!

A internet pode ser considerada uma grande praça pública. Assim como qualquer outro lugar de encontro, ela também pode expor seus usuários a alguns riscos.

Cuidados maiores precisam ser tomados em relação a crianças e adolescentes, já que são mais vulneráveis a situações de perigo. Apesar de chamarmos a internet de “mundo virtual”, ela faz parte do mundo real e como tal também traz alguns perigos: existem sites, pessoas e redes criminosas que podem enganar seduzir ou induzir crianças e adolescentes a acessar conteúdos inadequados, como pornografia. Elas podem ser encorajadas a enviar fotos e informações pessoais com propósitos duvidosos.

Há ainda os sites que estimulam a violência e o preconceito, divulgando mensagens de racismo, intolerância e ódio e, de um modo geral, espalhando imagens e informações inadequadas para determinadas faixas etárias. Por meio das ferramentas de bate-papo, como chats, e-mails ou sites de relacionamento, crianças e adolescentes podem ser convidados a participar de jogos online ou para encontros no “mundo real”.

Essas mensagens podem esconder intenções de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Existem casos de crianças e adolescentes que foram aliciados, cooptados ou raptados para fins sexuais, levados de um local para outro com falsas ofertas de trabalho, como para se tornarem modelos ou jogadores de futebol. Muitas crianças e adolescentes são vítimas desse mercado perverso e estão desaparecidos no Brasil e no mundo. Em alguns casos são os próprios adolescentes que produzem e enviam material pornográfico ou aliciam outras crianças e adolescentes para redes de abuso ou exploração sexual. Isso acontece principalmente porque existe a ideia de que a internet é uma terra sem lei, em que tudo é possível e onde não há responsabilidade.

Um exemplo disso está no costume de criar perfis falsos na internet com o intuito de ter outra personalidade e assim assumir comportamentos inadequados e antiéticos. É importante saber que há diversos meios para identificar as pessoas na internet e que crianças e adolescentes que cometem crimes também estão sujeitos a medidas socioeducativas previstas em lei. Tão importante quanto instruir seus filhos a navegar com segurança, é instruí-los a navegar com ética e respeito ao próximo. É importante lembrar que a internet é mais um meio de comunicação que devemos aprender a utilizar com qualidade e segurança. O problema não está na tecnologia, mas sim no uso que fazemos dela.

O papel dos pais, familiares e educadores!!

Além de entender o tema, também é preciso saber qual o nosso papel não só na proteção contra a violência sexual, mas também no estímulo ao uso seguro e ético da internet para que ele traga influências positivas ao desenvolvimento de crianças e adolescentes. Uma postura educativa propicia um ambiente de confiança e segurança necessário para o bom desenvolvimento das crianças. Essa segurança possibilita que elas procurem apoio em situações de dúvida e medo. Ensinar também ajuda crianças e adolescentes a incorporarem o senso de responsabilidade que navegar na internet traz. Pais, professores e pessoas próximas devem estar presentes como modelos e orientadores. Ao deixar vazio o lugar de autoridade e de proteção, outra pessoa o ocupará, o que pode ter um efeito negativo para a criança.

Conversar sobre o assunto com crianças e adolescentes é mais importante do que impor proibições rígidas. No entanto, como todo processo educativo, há limites que precisam ser definidos e que devem estar claros para as crianças. As justificativas para essas limitações também podem ser discutidas com as crianças para que elas entendam que o objetivo maior é protegê-las.

Um adulto – professor, familiar ou responsável – interessado nas atividades da criança ou adolescente e que reserve tempo para ouvir suas histórias e experiências pode diminuir os riscos de que eles caiam nas armadilhas que alguns contatos virtuais podem oferecer.

O desafio está na diferença entre gerações, que pode gerar incompreensão de linguagem e até conflitos maiores. Para as crianças, a internet faz parte de suas vidas, é algo tão corriqueiro quanto ler jornal ou ver televisão. A facilidade com que utilizam a tecnologia está presente na maneira pela qual se comunicam e se relacionam e em todos os aspectos de sua rotina. Em vez de essa diferença ser uma incompatibilidade entre adultos e crianças, ela pode se tornar uma oportunidade de aproximação e aprendizagem.

Um relacionamento positivo entre o adulto e a criança e o adulto e o adolescente é aquele que permite a expressão dos sentimentos quando os problemas aparecem. A criança deve ser ouvida e o adulto também. Quando a criança tem um comportamento que pais, professores ou responsáveis não aprovam, eles devem dizer claramente o que sentem em relação ao comportamento da criança e qual é sua expectativa de conduta. Mas devem deixar claro que o que não aprovam é o comportamento e não a criança.

É possível que alguns pais e mesmo professores resistam, por questões culturais, a tratar abertamente do tema por imaginá-lo longe da realidade de seus filhos e/ou alunos. É necessário um desprendimento e uma ampliação do olhar para conhecer e entender as fases de desenvolvimento das crianças e dos adolescentes e como a sexualidade se manifesta em cada fase. Isso ajuda na escolha da melhor maneira de abordar o tema. Se necessário, procure ajuda ou peça orientação na escola.

Ao longo do tempo, por meio de uma relação de aprendizado e diálogo, a confiança passa a ser conquistada entre adultos e crianças e talvez não seja mais necessário um monitoramento tão próximo.

 

FONTE: CARTILHA NAVEGAR COM SEGURANÇA POR UMA INFÂNCIA CONECTADA E LIVRE DA VIOLÊNCIA SEXUAL

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